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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

in...

Inverno.
Costumam dizer que nessa estação as árvores se livram da suas folhas para economizarem alimento e energia, e assim permanecerem vivas.
Dizem, também, que os animais e toda forma de vida costuma hibernar, silenciar.
É tempo de Pozimi.

Tempo de clamar por atos gélidos e resoluções mais calorosas.
Seja na metrópole mercantil, seja na capital de nome adjetivado como forte.

AGOSTO 16 . Inicia a Segunda Conferência sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas (ICID+18).
. Se finda após reunir representantes de 100 países. sem países?
Mobilizaram bastantes gentes e alguns dinheiros para discutir sobre as regiões secas que concentram a maior parte da pobreza do mundo e 30 por cento de sua população (dois mil milhões de pessoas). Filhos da brutalidade que não têm muita prioridade na formulação das políticas nacionais e internacionais.
AGOSTO 20/

AGOSTO 22, 17H30 . A quarta edição do Promenade Chandon acontece em São Paulo. 34 ruas, luxo, champanhe, o inacessível para as massas em clima de palácios franceses. AGOSTO 22, 20H30/


Disparidades. Clamamos por elas.
(diante de tantos absurdos e pouca ação, melhor fazer algo?)

Simpatia de Pozimi para tirar o mundo do transe

Em uma segunda-feira (dia do recomeço), coloque fogo em um jornal do dia anterior que contenha notícias boas e passe a fumaça dele sobre o mapa, nas regiões geográficas que queira alcançar (tomando cuidado para não queimar o mapa e se queimar). Em seguida, prepare um copo (não pode ser xícara) chá usando água, suco de um limão galego e mel. Beba-o bem quentinho, aquecendo sua vida e mentalizando a ação de Pozimi naquelxs lugares. Quando o fogo do jornal chegar ao fim, sopre as suas cinzas ao vento em uma paisagem bonita num dia nublado.

quinta-feira, 18 de março de 2010

a.k.a Márcia Begalli

*prima que mora mora no rio, pós doutora em física, docente da uerj - nos encontramos por causa da lista do Meta no ano passado.

em troca de emails, disse ela:

"(...)Acho que precisamos mudar a cultura vigente. O Brasil tem um histórico, desde o período colonial, de respeitar quem não trabalha, quem não produz, não cria. Isso vem da nobreza portuguesa e só começou a mudar um pouco com o Barão de Mauá e depois com os imigrantes, quando eles começaram a ganhar dinheiro e os ricos locais empobreceram com a crise de 1929.

É preciso mostrar às pessoas que não é vergonhoso aproveitar e reutilizar as coisas. Que o desperdício é ridículo. E isso vai precisar de muita publicidade, ou pelo menos técnicas de convencimento utilizadas na publicidade.

Reciclar tudo deveria ser uma obrigação
".

fez lembrar tags constantemente citadas sobre os pseudo_neolivres: picaretas, varejeiras, surfistas de hype.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Zonas de Colaboração da MetaReciclagem

No final de semana o hdhd mandou o email abaixo na lista da MetaReciclagem.

"Metarecs...

Nestes últimos anos tenho trabalhado na tese de doutorado com foco nas Zonas de Colaboração da MetaReciclagem. Estou, agora, na fase da pesquisa de campo propriamente dita. Ou seja, no processo de ouvir as diversas opiniões de pessoas que em algum momento estiveram envolvidas com a rede MetaReciclagem. Conversei muito com o Felipe Fonseca para entender qual seria a forma mais transparente, inclusiva e colaborativa para coletar tanta informação. A premissa é abrir a proposta para a rede. A ideia é fazer dessa coleta uma publicação do Mutirão da Gambiarra e dar continuidade as histórias da metareciclagem. No wiki do mutirão postamos uma chamadinha ;)

Para participar desse levantamento basta comentar as duas questões abaixo, seja respondendo pela lista de discussão, ou postar no seu próprio blog (e adicionar o link aqui no wiki). Se nenhuma dessas opções parece fácil, você pode enviar para o efeefe (que gentilmente propôs ajudar na compilação dos dados) por email.

As perguntas são bastante simples, pra dar espaço pra interpretações amplas. Solte o verbo, bote a boca no trombone. Quanto mais generosa for a resposta... melhor. Pois, de certa forma essa é a nossa história".


Conversei com ele e sugeri isso aqui

Eis as minhas respostas:

1) Os debates que aconteceram e que acontecem no MetaReciclagem (listas, conversas, encontros, palestras) contribuíram ou contribuem para gerar apropriação da tecnologia e transformação social? Em que sentido? Dê exemplos.
R: Sim, contribuem. E certamente já não conseguimos mais mensurar a dimensão dessas apropriações. Meninos num container em Arraial d' Ajuda fazem MetaReciclagem, mas também fazemos num evento como Campus Party, ou em encontros internacionais. O que é MetaReciclagem, talvez tenha a ver com algo de trazer o mistério para maquinidade óbvia, mesclar o humano com o hiperreal, refazer o desfeito.

2) Na sua opinião, as características da rede (multiplicidade, compartilhamento, produção de subjetividade, conversação) são capazes de gerar transformações e intervenções no contexto social, econômico da realidade brasileira? Como? Dê exemplos.
R:
Ah, vou citar o dpadua aqui que um dia, faz pouco tempo, me disse: "metarecicleiros transmutam a parada, raqueiam as coisas". Tenho visto que é por ai. Assim, a principal característica da rede é se infiltrar em todas as possibilidades e fazer barulho em todas elas :)

domingo, 31 de janeiro de 2010

anagramas de janeiro

e o tempo passou.
rapidinho assim, uma semana foi embora, com ela o mês, e a correria da terceira edição da Campus Party Brasil.

poderia escrever um montão...
mas preferi publicar um email que mandei como resposta pro efeefe.

o @markun comentou ontem:
"você encheu a área de metarecicleiros, e isso foi legal"

pois é, eu tambem achei MUITO legal - embora não seja mérito meu, mas sim de uma rede toda :D - e as palavras dizem um pouquinho do que estou sentindo.


"oie :)

sim rolou.
fiquei muito feliz em ver vários metas que eu não conhecia, reunidos.
sei lá, pode soar estranho, mas de repente muitas coisas fizeram sentido.

reunimos muita gente. começamos.
estou na rede faz dois anos, mas sinto que existe algo de novo acontecendo.
sei que "algo de novo" deve ser um sentimento ou coisa que ressoa sempre, ou de tempos em tempos.
e, estou feliz por fazer parte disso
".

< janeiro / >

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

transcende/acende

"no one can stop us now
'cause we are all made of stars"
@ moby


Vivemos todos como aglomerados de Omega Centauri, recombinando brilhos feitos de seiva bruta da vida que criou o universo.




Omega Centauri fica a 17.000 anos-luz da Terra, brilha com a luz combinada de 2 milhões de estrelas, e está entre os maiores enxames globulares orbitando a Via Láctea.

Alguns egoísmos e vaidades se tornam óbvios diante de coisas assim.

Fogos artificiais, pra quê?


*esse post vai pro #mutsaz! de dezembro :)

Imagem de junho de 2002 @ NASA, ESA, e do Hubble Heritage Team, STScI / AURA

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

aka dpadua

das muitas coisas que um dia o dpadua escreveu:

"Era uma mulher que, ao suspirar,
colocava o raio, a terra e o ar,
sob o poder do fogo e da água,
e disso gerava a onda.

Uma onda ligando tudo a todos.
por onde mandava lembranças,
percebia sorrisos e lágrimas,
e repensava a si mesma.

mulher -> matéria -> onda
lembrança -> sorriso -> mudança

A força de seu coração mantinha uma rede
inteira de corações reunidos.

Pobre dela. Foi aprisionada.
E agora?

FIM"

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O mito de Tainá



Esse post participa da Blogagem Coletiva da MetaReciclagem de outubro.

Era 2002, Tainá a menina-índia que havia nascido em 26 de janeiro de 2001, ou seja há quase 2 anos, crescia. Viva há alguns quilômetros do lugar que foi considerado como "a primeira vila" de uma terra tupiniquim. Do seu quarto, quando deitada no berço podia ver um morro de mata nativa intacto, e um sol poente laranja intenso, incandescente.

Era 12 de outubro daquele ano, e eu havia tomado muito sol. No final da tarde sentia frio, vestia uma blusa branca, uma saia azul, andava em uma bicicleta azul com estrelas fluorescentes. Segui sem rumo, livre. Acreditava que aquilo era a liberdade. Meu cabelo crescia, fazia um ano desde que o havia raspado todo e com assim queimado um passado que não me pertencia mais.

Antes da noite chegar, subi ao andar mais alto do prédio. Tainá dormia. Sua mãe me mostrou o mar daquele alto lugar, sublime. Me disse que gostaria de levá-la brincar na Roda Gigante, no verão do ano seguinte. Naquele momento, aos 18 anos de idade, percebi que ainda era criança e que talvez desejasse ser para sempre.

Passou um ano, em outubro de 2003 a mãe de Tainá faleceu.
Coincidentemente nunca mais a Roda Gigante esteve em frente ao prédio.
Conta a lenda que A mãe guarda o desejo de brincar com Tainá, na eternidade, junto com o smog da madrugada que cobre o mar todos os dias, antes do dia virar dia quando todos os pássaros brancos se encontram sobre as rochas no canto-fortaleza.

Desde então, todo dia 12 de outubro Tainá sonha com as luzes intensas de uma Roda Gigante, alocada na areia, em frente ao prédio alto. Um sonho absurdamente real. Do alto da Roda, Tainá pode avistar as luzezinhas dos navios no mar e sentir a presença de sua mãe.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

no thackday

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

eu_metarec




Oi!Esse post faz parte da Blogagem Coleltiva "Dia da in(ter)dependência", da MetaReciclagem.


Esses dias tive a oportunidade de revisitar, escrever, editar, ler, e pirar em muitas coisas do arquivo da rede. Por isso, foi complicado decidir o que iria escrever/postar. Cheguei a separar muitos links, escrever e deletar - muitas vezes. Mas não estava bom.

Como propusemos a questão da interdependência, pensei que seria interessante (ah tudo bem, interessante é pretensioso demais, então, divertido) aplicar esse termo para eu_no_metarec.

Foi uma inquietacação simples, embora presente em muitos dos materiais que li: ninguém participa de uma rede isolado ou sozinho, ninguém faz parte de um coletivo se não compartilha de algumas atitudes, princípios e identidades.

Googleei meu primeiro email para lista, e apliquei um exercício comum ao meu dia-a-dia, o de não me prender aos fatos do passado, mas construir um futuro novo para poder olhar as coisas de outra perspectiva. O efeefe usou uma expressão: "passado fluído"

eis uma parte do meu:

Em 26/01/08, Maira Begalli, escreveu:
>
> Olá, Meu Nome é Maira Begalli, tenho 23 anos.
> Fui convidada pelo Felipe para entrar aqui ;)
>
> Sou jornalista e Gestora Ambiental, terminei minha pós em Comunicação
> Jornalistíca, voltada para apropriação da mensagem no multimídia.
> Trabalhei como assessoria de moda internacional por 5 anos. Nunca gostei
> do que fazia pelo niilismo do meio, pela pandemia do eucentrismo que domina
> o habitat fashionista. Porém, aprendi muita coisa, como analisar a
> sociedade, como ver várias coisas que ficam escondidas de muitos. Fiz
> contatos importantes, daí em julho/07 decidi parar porque não aguentava
> mais. Era como seu eu tivesse um alterego, e não sabia o porquê fazia
> aquilo.Daí começei a fazer freelas, estou como correspondente de uma
> revista digital de Portugal muito bacana - que ainda não foi lançada - e
> busco consolidar algo agora.
>
> Bom, meu projeto tem a ver com a Era da Iconofagia, que é latente na
> sociedade contemporânea, nela as pessoas foram engolidas por imagens
> midiáticas, que propunham sonhos e significâncias em uma linguagem rasa e
> instantânea.
>
> Ícones que se tornaram mediadores das mensagens e hipnotizadores ao mesmo
> tempo. Isso é mais latente nos jovens, que foram mais expostos a linguagem
> publicitárias - que por sua vez se apropriou da arte (esta intrínseca ao
> homem) - mais do que qualquer outra geração.
>
> Esses meios criaram mensagens globais, não mais de comunicação ou
> informação, mas de exposição. A maxíma do Espetaculo de Debord do que só é
> bom aparece, e todas as coisas boas passaram a ser ligadas com experiências
> de marca e consumo. O portal que o SPFW (www.spfw.com.br) fez isso. Ele se
> apropriou dos conceitos de colaboratividade, que nós defendemos e estudamos.
> E criou o My SPFW (porque todo mundo quer ser famoso e lindo).

Hoje reconheço algumas parte de texto, naquela época eu estava bem mais perdida, buscando novas possibilidades, buscando não caminhar mais sozinha, de poder ajudar e ser ajudada.

Um ano e meio é relativamente pouco tempo, mas de lá pra cá consegui desviar para alguns lugares legais. E, dentro desse período estabeleci alguns vínculos importantes com pessoas da rede. Pessoas com quem pretendo cultivar projetos, sonhos, vidas livres.

Agora, se tudo isso é existe? Jardinando, descobri que "depende" :P.

em 13/07/2004

efeefe: Na prática o nome MetaReciclagem é uma bandeira pirata, usamos quando necessário pra subverter preconceitos mentais de pessoas que ainda pensam como no século XX - a marca Kolynos é dentes brancos, a marca Omo é roupas brancas, a marca Medellin é outras coisas brancas. Não podemos acreditar no poder da marca. Não podemos levar “o metareciclagem” a sério, porque nada pode ser levado a sério. Essa correria toda que a gente faz é só o começo de uma pusta época de inovação. Anota aí: daqui a sete anos a gente vai olhar pra trás e rir. Ou chorar. Não podemos acreditar que o que já fizemos até agora é a grande revolução. Essa ainda nem começou.

amigo do fernando: Quando falo do grupo para pessoas de fora, chamo de “metareciclagem”,

efeefe: Perfeito. Estratégia pirata.

amigo do fernando: quando saio de casa para encontrar o grupo digo a minha mãe que fui encontrar o “metareciclagem” pois se disser que fui ao encontro do grupo que não existe ela pode achar que estou com febre.

efeefe: Melhor ainda.

amigo do fernando: Não leve muito a sério essa história do grupo que não existe, o grupo existe mesmo sem existir, é inevitável.

efeefe: Sim. Existe e depois inexiste. E existe como conceito com todo mundo que quer conversar sobre tecnologia social. E existe como identidade de um grupo de pessoas que está trabalhando em menos de meia dúzia de projetos.

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