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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

do you speak technologês?

Ontem, por acaso, um link do twitter me levou ao blog da Katylene.
Tá.

Para muitos o que pode ser apenas, somente e nada mais do que "o oposto do hype", me chamou bastante atenção.

Assim que vi isso aqui, lembrei de duas coisas. (* bom, três coisas - essa última no sentido da recorrência da cousa).

A primeira é uma citação de Galbraith em The new industrial state, de 1967:

"Nenhum homem faminto e sóbrio pode ser convencido a gastar seu último dólar em outra coisa a não ser comida. Mas uma pessoa bem alimentada, bem vestida, bem abrigada e em tudo mais bem cuidada pode ser convencida a escolher entre um barbeador e uma escova de dentes elétrica. Juntamente com preços e custos, a demanda do consumidor se torna sujeita a administração".


A Segunda é o artiguinho do @efe que foi pro #gambiologia.

"Muita gente não entendeu que não só o Brasil não vai virar uma Europa, como o mais provável é que o mundo inteiro esteja se tornando um Brasil - simultaneamente desenvolvido, hiperconectado e precário. Não entendeu que o Brasil é uma nação cyberpunk de chinelos: passamos mais tempo online do que as pessoas de qualquer outro país; desenvolvemos uma grande habilidade no uso de ferramentas sociais online; temos computadores em doze prestações no hipermercado, lanhouses em cada esquina e celulares com bluetooth a preços acessíveis, o que transforma fundamentalmente o cotidiano de uma grande parcela da população - a tal "nova classe média". Grande parte dessas pessoas não tem um vasto repertório intelectual no sentido tradicional, mas (ou justamente por isso) em nível de apropriação concreta de novas tecnologias estão muito à frente da elite "letrada"."

pois é.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

and if it's going to be a rainy day...

Hoje ganhei um livreto do peter pan, com uma dedicatória especial:

"Maira,
A vida já te mostrou a sua terra-do-nunca', te deu sabedoria, inteligência e pessoas que, como você, vivem na árvore oca (perdidas).
viva
".

MAS, o mais interessante é a capa do livro, que foi coberta por uma foto. Na verdade um recorte de revista de uma ursa.

Na legenda:

"Esta é Joftiza, ursa de 6 anos que passou a vida toda numa jaula minúscula num zoológico em Targu-Mures, na Transilvânia. Hoje, percorre livremente a floresta".

...so please don't stop the rain

sábado, 24 de abril de 2010

aka deapaulino

"[21:04:54] Déa diz:
tenho medo de te dizer que o que me ajudou, além de tudo o que eu já disse, foi, na verdade, tomar consciência de que o mundo é uma merda e as pessoas valem muito pouco... que a vida não tem sentido nenhum, mas, se escolhi viver (porque tive escolha), vou fazer alguma coisa com ela
[21:05:52] Déa diz:
escolhi a beleza... se o mundo tá acabando pq as pessoas fazem questão de enfeiar tudo, do meio-ambiente às relações humanas, fodam-se elas... eu escolhi que quero que seja bonito e acabou."

quinta-feira, 18 de março de 2010

a.k.a Márcia Begalli

*prima que mora mora no rio, pós doutora em física, docente da uerj - nos encontramos por causa da lista do Meta no ano passado.

em troca de emails, disse ela:

"(...)Acho que precisamos mudar a cultura vigente. O Brasil tem um histórico, desde o período colonial, de respeitar quem não trabalha, quem não produz, não cria. Isso vem da nobreza portuguesa e só começou a mudar um pouco com o Barão de Mauá e depois com os imigrantes, quando eles começaram a ganhar dinheiro e os ricos locais empobreceram com a crise de 1929.

É preciso mostrar às pessoas que não é vergonhoso aproveitar e reutilizar as coisas. Que o desperdício é ridículo. E isso vai precisar de muita publicidade, ou pelo menos técnicas de convencimento utilizadas na publicidade.

Reciclar tudo deveria ser uma obrigação
".

fez lembrar tags constantemente citadas sobre os pseudo_neolivres: picaretas, varejeiras, surfistas de hype.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Zonas de Colaboração da MetaReciclagem

No final de semana o hdhd mandou o email abaixo na lista da MetaReciclagem.

"Metarecs...

Nestes últimos anos tenho trabalhado na tese de doutorado com foco nas Zonas de Colaboração da MetaReciclagem. Estou, agora, na fase da pesquisa de campo propriamente dita. Ou seja, no processo de ouvir as diversas opiniões de pessoas que em algum momento estiveram envolvidas com a rede MetaReciclagem. Conversei muito com o Felipe Fonseca para entender qual seria a forma mais transparente, inclusiva e colaborativa para coletar tanta informação. A premissa é abrir a proposta para a rede. A ideia é fazer dessa coleta uma publicação do Mutirão da Gambiarra e dar continuidade as histórias da metareciclagem. No wiki do mutirão postamos uma chamadinha ;)

Para participar desse levantamento basta comentar as duas questões abaixo, seja respondendo pela lista de discussão, ou postar no seu próprio blog (e adicionar o link aqui no wiki). Se nenhuma dessas opções parece fácil, você pode enviar para o efeefe (que gentilmente propôs ajudar na compilação dos dados) por email.

As perguntas são bastante simples, pra dar espaço pra interpretações amplas. Solte o verbo, bote a boca no trombone. Quanto mais generosa for a resposta... melhor. Pois, de certa forma essa é a nossa história".


Conversei com ele e sugeri isso aqui

Eis as minhas respostas:

1) Os debates que aconteceram e que acontecem no MetaReciclagem (listas, conversas, encontros, palestras) contribuíram ou contribuem para gerar apropriação da tecnologia e transformação social? Em que sentido? Dê exemplos.
R: Sim, contribuem. E certamente já não conseguimos mais mensurar a dimensão dessas apropriações. Meninos num container em Arraial d' Ajuda fazem MetaReciclagem, mas também fazemos num evento como Campus Party, ou em encontros internacionais. O que é MetaReciclagem, talvez tenha a ver com algo de trazer o mistério para maquinidade óbvia, mesclar o humano com o hiperreal, refazer o desfeito.

2) Na sua opinião, as características da rede (multiplicidade, compartilhamento, produção de subjetividade, conversação) são capazes de gerar transformações e intervenções no contexto social, econômico da realidade brasileira? Como? Dê exemplos.
R:
Ah, vou citar o dpadua aqui que um dia, faz pouco tempo, me disse: "metarecicleiros transmutam a parada, raqueiam as coisas". Tenho visto que é por ai. Assim, a principal característica da rede é se infiltrar em todas as possibilidades e fazer barulho em todas elas :)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Angra dos Reis - documentário colaborativo

Angra dos Reis: resorts de luxo, festas, hype, o lugar que Madonna vistou com Jesus Luz, "365 ilhas, uma para cada dia do ano e 2000 praias a seu dispor"...

Do outro lado a realidade de um município estruturado para o turismo predatório que vende paisagens exuberantes e pouco planeja, investe, e dedica para aqueles que vivem na localidade.

Durante a passagem do ano de 2009 para 2010, as fortes chuvas, a falta de infra-estrutura (habitação+zoneamento) causaram grandes deslizamentos que provocaram soterramentos, ferimentos e mortes.

E o motivo disso tudo foi realmente a chuva?
Ou uma série de acoes como: falta de planejamento urbanístico, ocupação do solo inadequada, gestão administrativa ineficaz, falta de preocupação com as comunidades locais, promoção de um lugar como bela paisagem turística apenas?

Conversando com Caribé, tivemos a ideia de fazermos um documentário colaborativo, agregando vídeos, depoimentos e imagens sobre a situação em Angra, linkando tais relatos no identi.ca e twitter com as tags: #angra #angradoc #documentario.

Se puder colaborar divulgue, poste seus vídeos, textos e informações.

domingo, 20 de dezembro de 2009

nem todas as proparoxítonas são acentuadas

e, assim, a palavra invariavelmente não existe.


car common's:
mais uma para as pessoas não acreditarem...
ontem deixaram um Renault Megane novinho em frente a minha casa, com as chaves na porta.
pois é.
apesar da imensa vontade não peguei pra dar uma volta. peguei as chaves e fui procurar o dono nas imediações.
mas, fiquei com a esperança de commons possíveis :P


conversa de outro carro

acho que consegui voltar a correr: sexta, ontem e hoje.
:)

(...) e, voltando do Ibirapuera, hoje pela manhã, estava parada no semáforo da Sena Madureira, ao meu lado um carro com o pai e uma filha.

Falaram:

pai: "sua mãe precisa arrumar uma namorado"
filha: " ela tem um, namora pela internet"
pai: "mas ela não encontra ele?"
filha: " não, só pela internet"

Eu ri.
Eles ouviram, me olharam.
O semáforo abriu.
Fui embora.
[sei...]


#perdeu

não acho: passaporte, CREA, CNH.
bleh.


pai

Meu pai vai mudar de cidade, veio contar antes de ontem.
Comentei sobre isso com ele e sobre isso - não é ele.

em nota: bizarro alguém se passar por meu pai no twitter.

Voltando...meu pai me chamou [depois de 25 anos] para morar com ele em Jundiaí.
Desde sexta-feira estou pensando na possibilidade.
Eu poderia cuidar de jardins, ter uma vida mais calma...aos poucos tentar articular projetos pela Veredas...
E começar, mais uma vez, outra estória - a minha em São Paulo liquefez.


#feliz

com os rumos e possibilidades do #mutgamb


#good trip

pela primeira vez em 11 anos não vou viajar.
preferi ficar aqui.
veremos.


segue o mantra: "saudade é coisa boa, a gente só sente daquilo que faz bem"

domingo, 13 de dezembro de 2009

hoje, anos atrás nascia minha irmã.

e, o dia amanheceu chuvoso.



não sei se amanheceu chuvoso, propositalmente,
como que instruindo o tempo, mandando eu ir pr'aí
pra como sempre e de costume, tomarmos chuva enquanto andamos na rua,
com guarda-chuvas sendo virados pelo vento que vem do mar e balança os coqueiros.

mas não fui.
mais uma vez, não fui materialmente.
tenho saudade do nosso banco,
do lugar que considero minha casa.
me sinto perdida aqui.

hoje não vamos comprar pirulitos de coração.
nem passar trotes e anotar no caderno que temos desde 1995.
ou ficar na frente da joalheira do senhorzinho bizarro que pinta o cabelo.

uma escolha, uma pessoa que encontramos e nossa vida muda toda

um dia, inverno, julho.
uma menininha, a Pâmela.
no dia seguinte achei você.

mistério da vida, esse encontro de pessoas.
mesmo.

são muitos causos os nossos,
coisas de quem cresceu junto, de quem passou por coisas boas e ruins.
de adotar cachorros,
de fazer meninos latirem,
ou de fazer websites nossos sinistros
de brigas e trios-elétricos.
de nascimentos e mortes.
tudo junto,
intenso.

quem nunca achou um irmão pela vida,
talvez, jamais entenda o que estou dizendo.
porque amar pessoas não é uma coisa simples de ser expressa em palavras.

desejo que hoje:

nade na chuva,
pegue carona em carros de desconhecidos,
provoque todos os meninos,
entre contra mão em todas as ruas,
escute todos os funks baratos,
vire sorvetes na avenida grande.

. seja pra sempre

[imagem de casa @ paulo brabo]

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

aka dpadua

das muitas coisas que um dia o dpadua escreveu:

"Era uma mulher que, ao suspirar,
colocava o raio, a terra e o ar,
sob o poder do fogo e da água,
e disso gerava a onda.

Uma onda ligando tudo a todos.
por onde mandava lembranças,
percebia sorrisos e lágrimas,
e repensava a si mesma.

mulher -> matéria -> onda
lembrança -> sorriso -> mudança

A força de seu coração mantinha uma rede
inteira de corações reunidos.

Pobre dela. Foi aprisionada.
E agora?

FIM"

segunda-feira, 29 de junho de 2009

museu de velhas novidades

hoje a Daniela linkou o MuCo - Museu da Corrupção
no mesmo hoje as tags #forasarney #renunciagabeira pipocaram no meu twitter

pensei, que uma bela trilha sonora pro MuCo seria Beroso

e, como contraditoriamente, ainda, insisto em gostar de segundas-feiras e a viver essas palavras sonorizadas


terça-feira, 2 de junho de 2009

it girl

Ontem estive junto com a @samegui na palestra de Peter Senge oferecida pelo Banco Real + Santander, no Hotel Transamérica em São Paulo.

Preciso confessar que acho meio suspeito instituições financeiras oferecerem 'Diálogos pela Sustentabilidade'. Uma vez escrevi claramente minha opinião sobre todos esses clichês. Pois, nos dias de hoje um termo que antes era aplicado a dinâmica de populações pela Ecologia, se transformou em palavra chave de economistas a cirurgiões plásticos.

Mas, de outro lado, acho possível sim [com os recursos de uma marca/empresa/corporação], gerar conteúdo e possibilidades de discussões plurais, mesmo que seja em um Hotel-não-lugar, com pessoas que em sua maioria não estão conectadas nas redes [por exemplo na sala da palestra não tinha wi-fi, mas sobraram pessoas com roupas sociais, caras sóbrias e levando as considerações de Senge pro lado empresarial].

Tinha poucas expectativas quanto ao conteúdo da palestra, sinceramente, achei que seria legal ouvir Peter, mas que seria algo mais do mesmo. Como, no inicio foi. Uma apresentação bem técnica, com dados mensurados dos impactos do consumo e geração de poluentes, essas coisas. Falou de Mudança Climática, como sintoma, e não como algo fácil de ser revertido. Coerente.

Entretanto, em um ponto da palestra ele mostrou um vídeo. Este vídeo teve ligação direta com as coisas que estava conversando com a @samegui na ida, com as coisas que vivo, e com algo que havia pensado muito um dia antes no domingo.

Vou explicar de trás pra frente. No domingo, fui vistar a Biblioteca Temática em Meio Ambiente Raul Bopp, no Parque da Aclimação. Um lugar bem legal, mesmo. Não visitava o Parque desde meu último ano de Ensino Médio, em 2001. Estudei no Anglo Latino, antes instituição tradicional, hoje prédio falido com portas lacradas. Foi uma época dificilíssima da minha vida, estava muito doente, perdi uma amiga num acidente de moto, não achava que teria futuro. Voltar naquele lugar, olhar pelos portões, me fez ver que um novo futuro sempre pode acontecer, mas exige trabalho.

As coisas que vivo, englobam diretamente nutrir a vida de três crianças, acreditando, com um amor grande e inexplicável que as estórias podem ser modificadas e que há um lugar seguro em breve. Implica em tentar delinear aquilo que são necessidades reais e os outros aquilos que são desejos descartáveis, que não edificam uma sociedade e a coletividade.

E minha conversa com a @samegui, na ida, envolvia o filme a Má Educação. Os formatos que colocam sobre pessoas para elas serem algo impossível e frustante.

Tudo se aplicou a este vídeo




Eu fiquei chocada ao ver estas palavras mixadas com a trilha rítmica financiada pela Nike Foundation (sem comentários sobre as atrocidades de fabrica cometidas pela empresa...)

Uma campanha pode parecer algo legal, sonoro, bonito...No mundo real duro de fazer - eu sei disso!

Ah, e no meio de todos os engravatados e as mulheres de tailleur, Maria Cristina Darcy foi belicamente grosseira conosco, pois nossas considerações, comentários (em tom baixo) atrapalharam muito!


E, nisso tudo, continuo tentando ser a garota disposta a mudar algo, ou muito.

domingo, 17 de maio de 2009

futuro de hoje

O dia 17 de maio, passou a ser celebrado desde a ano de 2005, como o "dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação". Promovido pela União Internacional das Telecomunicações (ITU), engloba vários países, incluindo o Brasil em suas celebrações.

O ano de 2009 foi eleito como o ano dedicado à segurança dos mais jovens no ciberespaço. Veja o vídeo:



Hoje, pergunto, como podemos ter um ambiente de rede seguro, se existe alguém (ns) buscando incessantemente controlá-lo? Com, pessoas forjando nos meios de comunicação de massa [controlados pelos velhos coronéis], criar realiddaes e medos infundados sobre a internet?

Termos chance de liberdade segura - que nos propicie espaço o para criatividade, para a troca?

Minha dica: esse link

sábado, 16 de maio de 2009

trans-gens

Escrevo, com certo atraso, sobre minha participação no Roda Viva, na ultima quinta-feira. Em meio ao #meganao, as atividades do Veredas e as coisas cotidianas, ainda, não havia tido tempo de parar e escrever.

Eu, particularmente, não conheço a fundo o trabalho de Jeffrey Smith, li algumas coisas, mas nunca analisei seus textos de modo mais profundo. Confesso, que não por falta de tempo ou interesse, mas por acreditar, basicamente em duas coisas:

- Os alimentos transgênicos estão diretamente relacionados a forma de produção industrial alimentícia, e a agropecuária da atualidade - comandada por grandes marcas, com produtos processados, embalados, promovidos em campanhas com belas modelos, e pessoas felizes. Esse molde de alimentação formou-se paralelamente a criação da vida urbana, das metrópoles, do sistema do capital. A função do alimento passa de nutrir para consumo, como um sapato, um perfume.

- Os transgênicos em si não são o problema, mas sim o formato usado para sua regulamentação, as pesquisas feitas, divulgadas e promovidas por grandes corporações. Como, o próprio Carlos Hotta disse, não podemos misturar as coisas.


No meu mundo ideal, gostaria de viver num ambiente em que as recombinações todas fossem possíveis: tanto de sementes, como de habitats, de sistemas, de pessoas. Que tais recombinações não estivessem sob patentes, que pudessem beneficiar a todos, e não apenas aqueles que possuem monopólios financeiros.

Minha aversão, deixo bem claro, aplica-se as questões ideológicas, e não a ciência.
Acho que vale ver

The Corporation
Obrigado por Fumar
O Informante

sábado, 18 de abril de 2009

meu monteiro lobato



Sim, eu gostava muito da obra de Monteiro Lobato. Ainda gosto.
Mas, como a proposta da blogagem 'e explicitar o autor que mais marcou minha infância, que estimulou meu gosto de ler, que me fez mergulhar horas e horas em letras e expressões...não pude escolher Monteiro.

Chega a ser multi-sensorial a minha lembrança...
Quando eu chegava do colégio, que ficava poucas quadras de casa, encontrava as janelas abertas que deixavam frestas de sol entrar com pequenas partículas cheias de brilho.
E, pela casa obras de Beethoven fluíam, com um volume muito alto.

Eu, sentava na biblioteca, e passava horas lendo os artigos da Enciclopédia Mirador, edição de 1979.
Ou seja, no meu caso, não trata-se apenas de uma obra, mas de um apanhado delas que me tornou apaixonada por temas diversos.

Certamente, relacionar os temas que lia diariamente me fez pensar de modo integrado, me fez encontrar novas perspectivas, e mais, me intuiu a criar um wiki.

terça-feira, 14 de abril de 2009

hoje, dia do livro

Havia pensado, inicialmente, de participar de uma blogagem coletiva sobre o livro que foi mais importante na minha infância. Isso seria complicado, aprendi a ler aos 4 anos, aos 5 peguei "O Capital" da estante do meu tio, pensando que era um livro de capitais. Não entendi muita coisa, o que fez com que ficasse mais curiosa e voltasse a folheá-lo por anos.

Gostei muito de ler, em 1995 - aos 11 anos, "Os Mistérios da Casa Cinzenta", que na verdade era do Gabriel. Um livrinho bem legal, que permite ao leitor escolher o desenvolvimento da trama, e seu fim. Ele tinha que ler para escola, e, eu acabei lendo antes dele. Lembro, que em 1996, eu fiz uma releitura para entregar como trabalhinho de Português. Tirei 10 :)

Anos mais tarde, trombei com "Os Noturnos", fase em que eu estava apaixonada pelos lindos vampiros de " A Entrevista com o Vampiro". Dele, roubei uma frase pra minha vida :"O tempo 'e amigo das grandes causas: Alimenta, Alivia, Transforma". Eu tinha 13 anos, era 1997.

Mas, em meio ao tempo, passei grande parte da minha infância em uma biblioteca da minha família-coletivo. Enciclopédias, Literatura, Livros de Ciência. Ao mesmo tempo que eles me fizeram companhia, ressaltavam o tamanho da minha solidão, em uma grande casa, cheia de quarto e de horas intermináveis.

No tempo chamado HOJE, estou trabalhando em um projeto da Editora Moderna, junto com a Bianca Santana, a Mariel, a Mariana, e a Vivianne. Estamos transformando livros didáticos em apresentações para professores. Apesar da intensidade do trabalho, estou gostando bastante. Principalmente pela oportunidade de rever conteúdos e linka-los a fases da minha vida.

HOJE, depois de pegar com a Mariel mais uma parte do material para trabalhar, ganhei um livro. Uma edição especial de Gabriela. Apesar do livro dizer muita coisa, diz ainda mais- pois (no meu caso) pode ser sentido. Também ganhei carinho, de uma cadela preta, que consegue incrivelmente ler minha alma. E, mais uma chance de escrever o que eu quero pra minha vida.

Penso: Todos somos livros-vivos?

Na pagina 119-120, um post-it indica frases sublinhadas:

"
(...)

- Não moço. Sou só no mundo. Meu tio vinha comigo, entregou a alma antes de chegar a Jeremoabo - e riu como se fosse coisa para rir.
(...)

Virou as costas, ia saindo, ouviu a voz atras dele, arrastada e quente:
- Que moço bonito!

Voltou a examina-la, era forte, por que não experimenta-la?
- Sabe mesmo cozinhar?
- O moço me leva e vai ver...
- Quanto quer ganhar?
- O moço 'e que sabe. O que quiser pagar...
- Pra mim, o que o moço disser ta' bom...

(...)

Quando já iam saindo da Estrada de Ferro ele voltou a cabeça e perguntou:
- Como 'e mesmo seu nome?
- Gabriela pra servir o senhor.

terça-feira, 24 de março de 2009

@'s

24/03

Dia de Ada Lovelace, dia internacional da blogagem coletiva que objetiva atrair olhares para a
contribuição feminina na tecnologia.

Para participar, eu entrei em Ada Lovelace Day e publiquei esse um post.

Confesso, que não consegui escolher uma mulher, apenas. Pensei em alguns nomes, mas eleger um não me pareceu justo. Se, pensarmos, todas as mulheres são 'geradoras' de vida, sempre criam novas possibilidades - quando não diretamente, criam-as por meio de seus sucessores.

Por isso, preferi rabiscar algumas palavras para Mulheres que, muitas vezes invisíveis, são tachadas, julgadas. Mas, mudam coisas, coisas que muitas vezes nunca saberemos. mulheres-rupturas

Dorothy Stang , Maria Bonita, Joana D'Arc, Olga Benario.

Linkando, alguém, que certamente desconsidera a ciência, e portanto a magia não linear da vida:

"Conclusões: o cérebro masculino vê mulher de biquíni e sem rosto como objeto".

Fico feliz pelo resultado, e pela citação rasa. O header desse blog, foi homenageado, então.
E, num mundo vendido, posso dizer: todos somos objetos - mesmo que nem todas as relações sejam rasas.

Ser mulher, trabalhar com tecnologia...para muitos, ainda não importa.
Uns, preferem, primeiro, tirar conclusões precipitadas pela casca, por aquilo que se dissolve, se perde com o tempo.

Uma amiga, ontem, disse que quando me viu pela primeira vez, pensou: "o que essa loira faz aqui?"
Muitas pessoas, certamente, pensam igual.
Quando adolescente, chegaram a dizer que um dia, eu teria que parar de pintar minhas unhas e estudar.
(bela relação!)

Assim, quero dedicar esses caracteres para algumas mulheres, que ao meu lado estão fazendo tecnologia social. Não 'e auto-promoção, nem 'puxar o saco' de ninguém.

Nesse mundo em construção, quero heroínas de verdade, dispostas a enfrentar novos desafios, a fazer e dar errado, a errar, a brigar, a ter medo, a falar de meninos, sonhos, desejos.

Meninas, obrigada por esses dias:

mariel zasso, teresa siewerdt, myris silva, lu arembepe,
e, minha luna

segunda-feira, 9 de março de 2009

(...)falando sobre land commons

acesse:

esse post
@dpadua

esses links
@efeefe


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Agricultura ecológica produz mais e melhor
Lim Li Ching*

Estudos recentes mostram que os rendimentos da agricultura ecológica são, em geral, compráveis aos da convencional em países desenvolvidos e significativamente altos em regiões em desenvolvimento, especialmente onde os investimentos são baixos, como na África. Um estudo mundial, com dados de 293 exemplos (Catherine Badgley, 2007), constatou que a diferença de rendimento da agricultura orgânica (que não utiliza produtos agroquímicos) com a não orgânica era pouco inferior a 1 no mundo desenvolvido, mas superior a 1 nas nações em desenvolvimento.

Em média, sistemas orgânicos em nações ricas chegam a 92% do rendimento dos convencionais, enquanto em países em desenvolvimento agricultores orgânicos produzem 80% mais do que os tradicionais. Os pesquisadores estimaram que hipoteticamente os métodos orgânicos poderiam produzir alimentos suficientes, sobre uma base global por pessoa, para manter a população mundial e, talvez, uma maior, sem acrescentar mais terras à produção. Os dados sugerem que fazer plantação de proteção com leguminosas pode fixar suficiente nitrogênio no solo como os fertilizantes sintéticos em uso.

Em uma avaliação de 286 projetos em 57 países, descobriu-se que os agricultores aumentaram sua produtividade em 79%, em média, ao adotar uma série de práticas, como manejo integrado de pragas e nutrientes, cultivos de conservação do solo, agrorreflorestamento, coleta de água em terras secas e integração de pecuária e aquicultura nos sistemas agrícolas. Essas práticas também reduziram efeitos adversos sobre o meio ambiente e renderam benefícios, como a mitigação da mudança climática, evidenciados em um uso mais eficiente da água, absorção de carbono e menor uso de pesticidas.

Outros dados parciais mostram que:
- A média de produção de alimentos subiu 73%, para 4.042.000 pequenos agricultores de cereais e tubérculos em 3,6 milhões de hectares.
- A produção de alimentos aumentou 150%, para 146 mil produtores em 543 mil hectares de tubérculos (batata, batata-doce, mandioca).
- A produção total aumentou 46% em propriedades agrícolas maiores na América Latina.
- Na África, o aumento do rendimento médio das colheitas foi maior do que a média de 79%, com 116% para todos os projetos estudados de produção orgânica no continente e 128% no leste da África.

Os estudos sobre produção de alimentos com métodos orgânicos mostram crescimento na produtividade por hectare, o que desmente a crença de que a agricultura orgânica não pode aumentar a produtividade agrícola. Dados de 2002, 2003 e 2004 do Projeto Tigray (Etiópia), em curso desde 1996, mostraram que, em média, as terras fertilizadas com compostagem (humus obtido por decomposição de resíduos orgânicos) deram rendimentos muito superiores às tratadas com adubos químicos.

Em Honduras e na Guatemala, 45 mil famílias quase quintuplicaram os rendimentos com uso de adubos verdes e esterco animal, cultivos de cobertura do solo, faixas-filtro de ervas para capturar potenciais contaminantes, e lavoura entre fileiras. Agricultores das difíceis regiões montanhosas do Peru, Equador e da Bolívia triplicaram os rendimentos da batata, principalmente com adubos verdes.

No Brasil, o uso de adubos verdes e plantações de proteção aumentou o rendimento do milho entre 20% e 250%, enquanto no Peru a restauração das terraças de cultivo pré-colombianas levou a aumentos de 150% em colheitas no Altiplano. Em Honduras, práticas de conservação do solo e fertilizantes orgânicos triplicaram ou quadruplicaram os rendimentos. Em Cuba, com mais de sete mil hortas orgânicas urbanas, a produção saltou de 1,5 quilo para quase 20 por metro quadrado.

Na Ásia, a irrigação compartilhada nas Filipinas elevou o rendimento dos arrozais em cerca de 20%. Além disso, há informes de aumentos de 175% em fazendas do Nepal que adotaram práticas agroecológicas, enquanto no Paquistão os rendimentos de manga e cítricos subiram entre 150% e 200% graças a técnicas como cobertura das plantas com resíduos vegetais, semeadura direta e o uso de compostagem, entre outras.

A Avaliação Internacional do Conhecimento, da Ciência e da Tecnologia no Desenvolvimento Agrícola (IAASTD), um estudo de três anos publicado em 2008, afirma que é preciso aprofundar a pesquisa e a implementação de técnicas agroecológicas para enfrentar os problemas ambientais e aumentar a produtividade. Além disso, os enfoques ecológicos permitem melhorar a produção local de alimentos com baixos custos, técnicas e insumos acessíveis e livres de dano ambiental.

* Lim Li Ching é pesquisadora do Oakland Institute e do Programa de Biosegurança da Rede do Terceiro Mundo. Direitos exclusivos IPS.

segunda-feira, 2 de março de 2009

bandos

estive meio off de trabalho, nos últimos 5 dias, e mais uma vez passei por um teste de desapego.
porem, não mais de coisas, mas de mim mesma.

abrir mao do meu bem estar, para destruir algo que me aprisionava (ha 10 anos) foi algo bem dolorido, mas relativo.

nisso, tive insights da origem dessas redes vivas interligadas, que se dissolvem e auto-absorvem no linear de cada um.

achei por aqui, um livro "os homens que mataram o facínora". um livro que não 'e meu. mas de alguém do meu "coletivo-família".por algum motivo, encontra-se de passagem aqui, antes de ir para Califórnia por sedex, e descansar pra sempre no deserto do mundo-perfeito (que eu decidi não estar/compartilhar).

enquanto isso, devorei algumas paginas, acho que vale citar:

" Irredentismo Brasileiro - Grupos que não aceitaram desde os primórdios da colonização, pela atitude mais que pela palavra, fraternizar com valores europeus de civilização. Nada de acumulação, nada de propriedade, de moeda, de tempo linear, de pontualidade, de comercio, de subjugação religiosa. Nada, enfim, daqueles cabrestos que recheavam o mercantilismo como ideologia dominante do mundo ocidental no seculo XV e XVI, contrabandeados para a Terra dos Papagaios através das concepções culturais portuguesas do quinhentismo e seiscentismo".

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

outras estorias

Daniela Araújo, doutoranda em antropologia pela UNICAMP, estuda a relação entre transtornos alimentares e o genero "feminino" na sociedade contemporânea.

Hoje tive acesso, a uma mostra de 1 das 4 de vidas (das mulheres reais) que compõem seu trabalho, segue um trechinho:

"A história de Vivianne havia se interrompido no momento em que atravessava, segundo seu ponto de vista, uma fase extremamente auto-destrutiva. As coisas começaram a melhorar a partir de sua convivência com um grupo de amigos de uma localidade que foi morar. Como sua faculdade previa um período de estágio, ela tentou conseguir um nesse local: “Mas me negaram, daí eu não contei nada para os meus pais e fiquei lá quatro meses de garçonete. E um amigo arranjou a assinatura dos estágios com um político da cidade.”

Vivianne: Eu acho que existiam elementos que consegui exorcizar de mim, se assim posso dizer. A pessoa que eu queria ser era diferente da pessoa que minha família tinha criado e que me suprimia, e que quando eu consegui me ver, e ver quem eu era e ter um propósito de vida, e acreditar em algo, eu melhorei. Eu sei que hoje eles [a família] não gostam do jeito que eu sou, porque não está no padrão deles.Era o oposto do que eu vivia, eles [a família] sempre falavam em preconceito racial, em pobres, em ganhar dos pobres, em supressão da mulher, em todo esse cenário que me fazia mal desde que me entendo por gente, e [eu] acreditava que o mundo era isso. E de repente eu vi que não era, que existiam as coisas que eu acreditava, que eu poderia ser quem eu quisesse.”

Vivianne: "O fato de eu ter 14 anos e achar que eu realmente não tinha perdido nada [virgindade]... literalmente... eu acreditava que não tinha perdido a virgindade ou algo assim. Não que não quisesse acreditar, mas porque na minha cabeça não fazia sentido a perda de um valor que não se perde. Daí eu não queria que acontecesse só mais uma vez e várias vezes, por acontecer. Nem é por ser especial e essas coisas de romance, mas porque eu estava em decomposição e eu sabia disso. Entretanto, eu não queria ser uma vaca, a vaca que muitos meninos falavam. Era uma transição minha, eu queria me descobrir.(...) Enfim, mas não foi nada especial ou marcante, apenas foi. Eu acho que estava entendendo que talvez, na minha experiência, seja algo mais prático do que cheio de definições e blábláblás. É fácil, temos um fim: nascer, reproduzir, morrer. São instintos. Desde essa época passei a ver [o sexo] assim.”

Eu demorei algum tempo para entender que o que Vivianne havia me dito era que transar para ela era algo tão natural quanto qualquer função orgânica do corpo, algo que se faz, sem muita elaboração simbólica. Essa rejeição à atribuição de um sentido mais profundo ao sexo parece ter sido o caminho que Vivianne escolheu para se libertar de todos os significados e implicações de gênero que sua família vinculava à sexualidade feminina. Do mesmo modo, a recusa de Vivianne em vincular sexo a romance é uma alternativa à posição de “dona de casa”, de “boneca” e da dependência emocional que atribuía à mãe em relação a seu pai. Não conceder maior importância ao romance e ao sexo significa, para Vivianne, ter a liberdade de exercer sua heterossexualidade sem ser rotulada e sem se tornar propriedade de alguém".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

(in)discursivo

Os velhos modelos não servem para construir um novo futuro.
Sim, novo futuro.

Hoje, na sala de espera de um consultório medico, li nas paginas amarelas da Veja, uma entrevista com o ministro do meio ambiente, Minc. Coisas de sala de espera. Revistas obsoletas.

Achei bem interessante, o posicionamento do ministro: dizer que gosta de aparecer na TV, que se preocupa com moda, que a Dilma gosta quando ele libera licenças.
Mas, a revista chama Veja. E, o entrevistado Minc. Quem sabe...

Sei que, ontem o showMinc escreveu uma carta aberta, e achei mais triste.
Ele poderia ter um blogue, ele poderia ter um twitter como a Soninha.
(o que ele acha da lei do Azeredo? ele usa internet, ou pensa que a rede estimula a pedofilia?).

Escreveu Minc:

"Recentes matérias na mídia afirmaram que o ZEE da BR 163, aprovado em lei estadual do Pará, sancionada pela governadora Ana Júlia em 9 de janeiro de 2009, e recepcionada pela Comissão Técnica interministerial do ZEE flexibiliza o Código Florestal, e estimula a expansão da agropecuária na Amazônia, além de aumentar o desmatamento e diminuir a recuperação de áreas degradadas. Todas estas afirmações são total e rigorosamente falsas.

O ZEE da BR 163 foi feito em 8 meses, com 6 consultas públicas, apoio do IBGE, Embrapa e CPRM , discutido e votado no parlamento estadual. Ele não prevê o aumento de nenhum km² de desmatamento de área virgem e de nenhum km² de expansão de agropecuária em mata nativa".


O problema, talvez, que ele não saiba, 'e que os EIA/RIMAS não são verossímeis. Nunca li um que fosse. São milhares de palavras rasas que não hiperlinkam nada, relatórios feitos por equipes muito bem pagas.

Fica melhor. Bem mais legal!!!

"Isto representaria um atentado à biodiversidade, às populações tradicionais e às comunidades indígenas; e também o não cumprimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, assinado pelo presidente Lula em dezembro, e festejado na Polônia, pelo secretário geral da ONU e por Al Gore como um significativo avanço da posição do Brasil, e exemplo para outros países".


Minc, sugiro pra ti. Faz uma conta no twitter, siga o Al Gore, e me siga também. Agente conversa.

Mas, nem espero muita conversa de uma pessoa cuja top-citação seja Al Gore. Coisas de Nobel. Obsoleto.

Quanto as consultas publicas, disse a Myris, ontem (10/02), que no Acre a rede oscila bastante, que não consegue ficar on por muito tempo, e que isso prejudica bastante as comunidades locais. Ah, e ela disse tudo isso por telefone, pois estava sem rede.

Ou seja, consulta publica, feita em eventos fechados e não disponíveis pro mund@. Bizarro.

Fora isso, descobri em meios aos dados inexistentes sobre recuperação florestal (inventario de espécies, que deveria relatar o mínimo - sucessão biológica, ocorrência, porte (topo, dossel), adaptação, serviço ambiental prestado) isso: http://www.matanativa.com.br - sem comentários pra excelente contratação publica.

Como seria a consulta e a documentação publica de tudo isso, se a rede na floresta fosse aberta?
Ja' pensou nisso Minc?

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