quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Oceanário

Minha intenção era lançar o blog na semana que vem, no #cparty, mas diante do email-convite do Jorge Cordeiro (Greenpeace) não consegui esperar.

Fazia algum tempo que não escrevia sem a missão de ser "informativa" e deixar de lado o que os outros chamam de "meu posicionamento radical" - que eu acho normal, apenas nada fantasioso e plantado na realidade.

Quando li o email, foi como quando tinha uns 12 anos e achava que um dia iria subir no navio do Greenpeace, e ser ativista...

E assim, o tempo passou. Pena, que as possibilidades reais se misturam com uma certa dualidade, de estar na hora e no lugar certo, mas com as mãos atadas diante da surdez e cegueira dos consumidores-globais.

Pouca gente sabe, mas eu pensei que seria oceanógrafa (ainda penso). Sempre enxerguei o Oceano como o pulsar do Planeta, chega a ser algo essencial que mostra a lógica de um montão de coisa. Tenho estudos guardados sobre a questão do Lastro Global (que piora continuamente com o vai-e-vem da mão invisível $$$$). Derrepente no email do Jorge me deparo com isso:

- Proteção dos oceanos

Toda a vida que existe na Terra depende dos oceanos, que produzem 70% do oxigênio que respiramos e abriga 80% das espécies animais e vegetais. Os mares são fonte de alimentos, energia, água e sal, entre outras matérias-primas importantes. Milhões de pessoas vivem em comunidades costeiras, utilizando os mares como meio de transporte, lazer e turismo.

Os oceanos são, especialmente, um importante regulador climático, absorvendo boa parte do calor gerado no planeta e acomodando variações de temperatura. São o maior sumidouro de carbono da Terra, absorvendo cerca de 90% de todas as emissões de CO2.

Entre os principais vetores de degradação dos oceanos brasileiros, destacam-se a pesca predatória, a carcinicultura (fazendas de camarão), a exploração de gás e óleo, a falta de presença do Estado para coibir atividades ilegais e predatórias e os impactos do aquecimento global, tais como a elevação do nível do mar, o branqueamento dos corais e a perda da biodiversidade.

A criação de áreas marinhas protegidas é a melhor ferramenta para a preservação, recuperação e manutenção dos oceanos no seu desempenho como regulador climático. O Estado deveria dar mais atenção à preservação dos oceanos já que mais de 25% da população brasileira vive na costa e será fortemente afetada pela elevação do nível do mar e diminuição dos estoques pesqueiros.

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Estou conversando com o Jorge, mas quero/vou me focar nesse tema e preparar alguma coisa.
Em breve divulgo

2 Comentários:

Igor Zolnerkevic disse...

Também já quis ser oceanógrafo...
Que será essa atração pelo mar?
Meu caso se explica em parte pela minha infância de menino de apartamento. O único quintal que tive pra brincar foi o próprio mar, nas férias de verão.
Acho que somos mesmo descendentes dos macacos aquáticos :-), olha só:

http://www.bbc.co.uk/radio4/science/scarsofevolution.shtml

Maira Begalli disse...

ah Igor não sei. poderia ser um resquício da nossa condicao original, quando evoluimos das algas? (caso tenhamos realmente 'evoluido' heheh)?

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