quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

(in)discursivo

Os velhos modelos não servem para construir um novo futuro.
Sim, novo futuro.

Hoje, na sala de espera de um consultório medico, li nas paginas amarelas da Veja, uma entrevista com o ministro do meio ambiente, Minc. Coisas de sala de espera. Revistas obsoletas.

Achei bem interessante, o posicionamento do ministro: dizer que gosta de aparecer na TV, que se preocupa com moda, que a Dilma gosta quando ele libera licenças.
Mas, a revista chama Veja. E, o entrevistado Minc. Quem sabe...

Sei que, ontem o showMinc escreveu uma carta aberta, e achei mais triste.
Ele poderia ter um blogue, ele poderia ter um twitter como a Soninha.
(o que ele acha da lei do Azeredo? ele usa internet, ou pensa que a rede estimula a pedofilia?).

Escreveu Minc:

"Recentes matérias na mídia afirmaram que o ZEE da BR 163, aprovado em lei estadual do Pará, sancionada pela governadora Ana Júlia em 9 de janeiro de 2009, e recepcionada pela Comissão Técnica interministerial do ZEE flexibiliza o Código Florestal, e estimula a expansão da agropecuária na Amazônia, além de aumentar o desmatamento e diminuir a recuperação de áreas degradadas. Todas estas afirmações são total e rigorosamente falsas.

O ZEE da BR 163 foi feito em 8 meses, com 6 consultas públicas, apoio do IBGE, Embrapa e CPRM , discutido e votado no parlamento estadual. Ele não prevê o aumento de nenhum km² de desmatamento de área virgem e de nenhum km² de expansão de agropecuária em mata nativa".


O problema, talvez, que ele não saiba, 'e que os EIA/RIMAS não são verossímeis. Nunca li um que fosse. São milhares de palavras rasas que não hiperlinkam nada, relatórios feitos por equipes muito bem pagas.

Fica melhor. Bem mais legal!!!

"Isto representaria um atentado à biodiversidade, às populações tradicionais e às comunidades indígenas; e também o não cumprimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, assinado pelo presidente Lula em dezembro, e festejado na Polônia, pelo secretário geral da ONU e por Al Gore como um significativo avanço da posição do Brasil, e exemplo para outros países".


Minc, sugiro pra ti. Faz uma conta no twitter, siga o Al Gore, e me siga também. Agente conversa.

Mas, nem espero muita conversa de uma pessoa cuja top-citação seja Al Gore. Coisas de Nobel. Obsoleto.

Quanto as consultas publicas, disse a Myris, ontem (10/02), que no Acre a rede oscila bastante, que não consegue ficar on por muito tempo, e que isso prejudica bastante as comunidades locais. Ah, e ela disse tudo isso por telefone, pois estava sem rede.

Ou seja, consulta publica, feita em eventos fechados e não disponíveis pro mund@. Bizarro.

Fora isso, descobri em meios aos dados inexistentes sobre recuperação florestal (inventario de espécies, que deveria relatar o mínimo - sucessão biológica, ocorrência, porte (topo, dossel), adaptação, serviço ambiental prestado) isso: http://www.matanativa.com.br - sem comentários pra excelente contratação publica.

Como seria a consulta e a documentação publica de tudo isso, se a rede na floresta fosse aberta?
Ja' pensou nisso Minc?

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