the loaded gun
Na semana que passou, o pessoal do coletivo ecologiaurbana postou isso.
E, sugiro que antes de continuarem o texto leiam esse outro post aqui :)
Conheci a Mari Tamari, no #cparty de 2008, ela estava fazendo um freela pro Radar Cultura e foi me entrevistar. A entrevista virou uma conversa de horas, e ao final dela, a Mari sugeriu que eu conhecesse o ecologiaurbana. Na época, a Petrobras estava patrocinando 'minha área no evento', a #cverde, que concorre em bizarrices 'green mkt' ao competir com petrolíferas, marcas de luxo, e outros.
O pior foi a contrapartida oferecida pelo budget: o evento, "reflorestaria a Amazonia".
Eu fiquei pensando, e ainda penso muito, na capacidade/honestidade de quem leu esse projeto, e no quão legal a pessoa que liberou essa quantia (de meio milhão) achou que isso seria (tanto para o meio ambiente, quanto para imagem da estatal).
Minha experiência com a Petrobras = Uma temporada na Vila Siri, em Cubatao, no ano de 2002.
Ou seja, a perspectiva do sofrimento real das pessoas não me deixa iludir por belas direcoes de arte, e frases sonoras narradas por Fernanda Montenegro. Eu era uma menina de 17 anos, em meio ao desespero, a pobreza, ao descaso. nonada.
A lista ecologiaurbana recebeu um breve estudo de impacto social gerado pela implementação do "desenvolvimento@petrobras", (cujos trechos seguem abaixo). O documento completo pode ser baixado no link do final desse post. Um micro-exemplo, do modelo 'ouro negro' como salvação pra crise.
"Em 1996, a Petrobras iniciou uma série de obras com o objetivo de explorar as potencialidades de gás natural e petróleo existentes no Amazonas ( que abriga grande parte da maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica). Coari foi ligada a Urucu por ser a cidade mais próxima da base petrolífera, beneficiando-se com a arrecadação de royalties.
A população que antes era uma típica cidade do interior amazonense, com uma vida pacata e poucas opções de lazer, tornou-se uma cidade mais agitada e com maior movimentação de pessoas que vieram para a cidade, em sua maioria, para trabalhar nas empresas prestadoras de serviço da Petrobras.
O orçamento do município gira em torno de 13 a 14 milhões mensais, sendo 4 milhões de royalties. Sendo assim, ainda é grande a dependência ao município, e a renda não é bem distribuída, concentrando-se em alguns setores. A renda per capita, segundo informações da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (CONTAS MUNICIPAIS DO ESTADO DO AMAZONAS, 2006), que em 1998 girava em torno de 4.041,34 (em reais), em 2004 atingiu o valor de 28.636,60 (em reais), demonstrando que houve um considerável aumento na renda do município. Apesar disso, ainda é possível observar, segundo os gestores públicos, uma forte concentração de renda".
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baixe aqui o doc completo
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